Guarda Municipal que participou das buscas à turista desaparecida, faz um relato de toda a operação

Depois de três dias desaparecida nas matas que circundam a Cachoeira Sussuarana, a turista mineira Ana Maria Sigaud, foi resgatada ilesa do ocorrido. Uma força tarefa composta por Policia Militar, Guarda Municipal, GERSCI, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e mais voluntários, participou do trabalho de resgate. Aqui, Eduardo Sampaio, um experiente Guarda Municipal, nos faz um relato de toda a operação de buscas.

Leia o relato de Eduardo Sampaio:

“As  buscas se iniciaram no sábado e se intensificaram mais no domingo. o qual a equipe já tava composta por diversos homens mas sem êxito e na segunda-feira(04), no período da tarde por volta das 14:00hs, nós encontramos o rastro dela o que trouxe um ânimo novo a toda a equipe de busca. Esse rastro em um momento que ela tava descalço, porque ela alternava entre momentos calçada e momentos descalço. Um momento ela tava de chinelo outro momento tava calçada, isso dificultou a questão da orientação da equipe na busca mas. quando nós encontramos o rastro dela ontem a tarde tivemos certeza que estava viva e em deslocamento em direção a área do Lago de Balbina, então fizemos outro pente fino muito grande naquela região onde nós só saímos ás 18:15hs da mata e paramos as buscas.

Hoje as buscas foram reiniciadas e por volta das 14:45, me ligaram informando que uma mulher tinha sido vista nas proximidades ali do Mirandinha na margem do lago. Eu prontamente me desloquei até o local, pois me encontrava em região aqui da Vila, o meu celular pegou e corri, peguei o carro e fui rapidamente lá no Mirandinha.  Quando cheguei ela já se encontrava acolhida no restaurante, inclusive o miradinha tava oferecendo algum tipo de alimento, vi um prato e lá ela estava comendo mas ela se emocionou muito quando me viu e começou a chorar.

Ela me informou que ouviu os fogos, mas por não ser nativa da região, não sabia que era uma técnica usada em buscas. Aqui, em regiões de selva,  nós soltamos os fogos que é para orientar a pessoa que tá perdida na mata, ao contrario disso, ela se afastava pensando que era alguém atirando ou coisas do tipo e ela ficou com muito medo. Nós tivemos muita sorte que começamos a buscas após o local que ela estava, ou seja, acabamos acuando D.Ana para que se deslocasse em direção à Vila de Balbina.  Ela veio se deslocando pela mata mais como é uma região que fica em cima do monte e naturalmente  ela procurava  regiões mais baixas, evitava subir, então ela foi sair ali bem próximo ao Mirandinha.

Eu a trouxe de imediato ao hospital e comuniquei Tenente Carlos Holanda, capitão Rolim ao GM Machado, que é o responsável da guarda aqui local. D. Ana encontrava-se assustada, bastante agradecida, chorou e ficou muito emocionada. O mais, graças a Deus deu tudo certo e o mais importante é que ela foi encontrada com vida tá bem e não estava debilitada.”

Por; Paulo Pio e Kamila Ferreira

 

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