Efeitos do exercício físico e da atividade física na depressão e ansiedade em indivíduos idosos

Efeitos do exercício físico e da atividade física na depressão e ansiedade em indivíduos idosos

Por:

Lílian Daniel é Profissional de Educação Física registrada nos CREF 7 e 8.

Foto: Mauro Neto/SEJEL

Compreende-se por envelhecimento o fenômeno biopsicossocial que atinge o homem e sua existência na sociedade, manifestando-se em todos os domínios da vida. Este fenômeno abrange um amplo campo de pesquisas e estudos, pois o envelhecimento tem, sobretudo, uma dimensão existencial que se reveste de características biopsíquicas e socioculturais, por isso, sua análise deve ser realizada com base na dimensão biológica, sociológica e psicológica. O Brasil conta com 8% de sua população tendo mais de 60 anos, ainda é um país jovem, mas mudanças no comportamento sociocultural já se fazem presentes. Desta forma, epidemiologistas estimam que, em meados do ano 2025 ocuparemos o 6° lugar na posição mundial em número de idosos e o 1° da América Latina. Podemos observar que, com o processo de envelhecimento, ocorre uma diminuição gradual na qualidade de vida, que pode ser compreendida como um “conjunto harmonioso de satisfações que o indivíduo obtém no seu cotidiano, levando-se em consideração tanto os aspectos físicos quanto o psicológico e o social”, ou seja, a qualidade de vida está diretamente relacionada com o grau de satisfação que o indivíduo possui diante da vida em seus vários aspectos.
Dentro desse conceito, é válido ressaltar que existe um aumento da incidência de distúrbios psicológicos nos dias atuais, sobretudo na velhice, embora esses distúrbios possam
ocorrer em qualquer idade. Vários fatores tentam justificar este aumento, entre eles a tecnologia, a modernidade e o progresso médico-científico, que concedem ao homem uma maior possibilidade de obter a longevidade. No entanto, os fatores que proporcionam qualidade de vida são deixados em um plano secundário. Dessa forma, é importante salientar que, sintomas depressivos podem aparecer em decorrência de diversas patologias, em vigência do uso de vários medicamentos, ou após o início de outras doenças psiquiátricas, tais como: transtorno obsessivo-compulsivo, síndrome do pânico,
entre outras. É sabido que o EXERCÍCIO FÍSICO pode ser usado no sentido de retardar e, até mesmo, atenuar o processo de declínio das funções orgânicas que são
observadas com o envelhecimento, pois promove melhoras na capacidade respiratória, na reserva cardíaca, no tempo de reação, na força muscular, na memória recente, na
cognição e nas habilidades sociais. Vale salientar que os exercícios físicos devem ser executados de forma preventiva, ou seja, antes de a doença apresentar suas manifestações
clínicas. As intervenções reabilitadoras devem ser programadas de modo a atender às necessidades de cada indivíduo e, dessa forma, a atividade física deve ser mantida
regularmente durante toda a vida para que o indivíduo possa gozar de melhorias na qualidade de vida e aumento na
longevidade.
Além disso, o exercício físico leva o indivíduo a uma maior participação social, resultando em um bom nível de bem-estar biopsicofísico, fatores esses que contribuem para a melhoria de sua qualidade de vida.
Durante a realização de exercício físico, ocorre liberação da b-endorfina e da dopamina pelo organismo, propiciando um efeito
tranquilizante e analgésico no praticante regular, que freqüentemente se beneficia de um efeito relaxante pós-esforço e, em geral, consegue manter-se um estado de equilíbrio psicossocial mais estável frente às ameaças do meio externo. Informe-se, pratique uma atividade física que você gosta e encontre o seu melhor!

Por: Lilian Daniel