PRESIDENTE FIGUEIREDO E O DESAFIO DA REPRESENTATIVIDADE: POR QUE ELEGER UM DEPUTADO “DA CASA” É UMA QUESTÃO ESTRATÉGICA
Passados 44 anos de emancipação política, Presidente Figueiredo segue convivendo com uma lacuna histórica que impacta diretamente seu desenvolvimento: a ausência de um representante próprio na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM). Em mais de quatro décadas, o município nunca conseguiu eleger um deputado estadual comprometido prioritariamente com suas demandas, realidade que ajuda a explicar entraves estruturais, ausência de investimentos estratégicos e perda de protagonismo político regional.
Um histórico de tentativas frustradas
Ao longo dos anos, o município lançou nomes relevantes na disputa por uma vaga na ALEAM. Candidaturas que, embora bem votadas em Presidente Figueiredo, não conseguiram ultrapassar as barreiras do sistema eleitoral estadual, marcado pela necessidade de votação pulverizada em diversos municípios.
O médico Dr. Celso Clementino, ex-vice-prefeito por duas gestões, sempre figurou entre os mais votados no município. Tentou a Prefeitura e posteriormente uma vaga como deputado estadual, alcançando votação expressiva localmente, mas insuficiente para garantir cadeira na Assembleia.
Situação semelhante viveu Geni Alves da Silva Narimatsu, ex-vereadora e ex-candidata à Prefeitura, que também obteve bom desempenho eleitoral em Presidente Figueiredo ao disputar a ALEAM, mas não conseguiu os votos necessários para se eleger.
Já o ex-prefeito Romeiro Mendonça, que comandou o município por três mandatos, lançou candidatura à Assembleia com forte votação local. Contudo, sua movimentação política tinha caráter estratégico, visando manter o nome em evidência para futuras disputas municipais, o que acabou por não se traduzir em representação estadual efetiva.
Essas tentativas demonstram um ponto central: Presidente Figueiredo sempre teve liderança política, mas nunca conseguiu transformar força local em representação estadual sólida.
O apoio a candidatos de fora e seus efeitos práticos
Diante da dificuldade de eleger um representante próprio, o município passou a servir como importante base eleitoral para candidatos oriundos de Manaus. Deputados estaduais eleitos com expressiva votação em Presidente Figueiredo, mas cujo compromisso com a cidade, após as eleições, mostrou-se limitado ou inexistente.
Casos como o do Dr. Vicente, além de, mais recentemente, Roberto Cidade e Joana Darc, ilustram esse fenômeno. Apesar da votação expressiva recebida no município, os resultados práticos dessa relação política foram tímidos.
Promessas de campanha não cumpridas, baixa presença institucional e ausência de articulação consistente junto ao Governo do Estado tornaram-se marcas recorrentes. O reflexo disso é visível na realidade local.
A conta que chega para o município
A falta de representatividade tem custo. Presidente Figueiredo é hoje o único município da Região Metropolitana de Manaus que não possui um ramal asfaltado, um símbolo claro da fragilidade política diante das instâncias estaduais.
Nos bastidores do poder, o município é frequentemente rotulado como “autossuficiente”, argumento que acaba sendo usado para justificar a priorização de recursos para outros municípios. Sem um deputado estadual para defender interesses, cobrar compromissos e articular investimentos, Presidente Figueiredo perde espaço na disputa por verbas e projetos estruturantes.
Em política, ausência de representação significa ausência de prioridade.
Marcelo Palhano: um novo cenário se apresenta
É nesse contexto que a pré-candidatura do atual vice-prefeito Marcelo Palhano surge como um divisor de águas. Pela primeira vez, Presidente Figueiredo apresenta um nome com densidade eleitoral, articulação política e viabilidade real de eleição à Assembleia Legislativa.
Marcelo reúne características que faltaram em tentativas anteriores. Além de ser um nome “da casa”, com profundo conhecimento da realidade local, ele construiu atuação política para além das fronteiras do município, ampliando sua base eleitoral em outras cidades — fator decisivo para alcançar o quociente eleitoral.
Mesmo sem mandato estadual, Marcelo já atua como articulador político, destravando, juntamente com o prefeito Fernando Vieira, projetos históricos, como a urbanização da Comunidade Maroaga, articulou mais de 30 milhões de emendas parlamentares além da Am 240 que receberá investimento da monta de 190 milhões de reais e mantendo diálogo permanente com deputados estaduais e com os senadores Omar Aziz e Eduardo Braga, garantindo emendas parlamentares para obras essenciais de infraestrutura.
A importância estratégica de um deputado local
Eleger Marcelo Palhano não é apenas uma escolha eleitoral. É uma decisão estratégica de desenvolvimento. Um deputado estadual de Presidente Figueiredo significa:
Voz ativa na Assembleia Legislativa;
Defesa permanente dos interesses do município;
Capacidade de articulação direta com o Governo do Estado;
Prioridade na destinação de recursos e obras estruturantes;
Fim da dependência de promessas de políticos sem vínculo real com a cidade.
Depois de décadas servindo apenas como colégio eleitoral, Presidente Figueiredo tem, agora, a oportunidade de assumir protagonismo político.
Um momento histórico
A eleição de um representante local pode redefinir o futuro do município. Pela primeira vez, a cidade não discute apenas nomes, mas projeto político e representatividade real.
A história mostra que confiar em candidatos de fora trouxe pouco retorno. O presente aponta para uma chance concreta de mudança. Cabe ao eleitor compreender que, mais do que votar, é preciso eleger quem realmente pertence, conhece e defende Presidente Figueiredo.
Depois de 44 anos, a pergunta deixa de ser “se” e passa a ser “quando”.
E, pela primeira vez, o “quando” parece ao alcance das mãos.
Redação: Portal do Urubui



