Documento de organizações comerciais pede que Governo do AM suspenda decreto de fechamento de comércio

A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas (FCDL), em conjunto com outras organizações que representam o comércio no Estado, encaminhou um documento para o Governo do Amazonas, nesta quinta-feira (26), em que solicitam o retorno das atividades. A Federação alega que a decisão tomada pelo governador Wilson Lima, como forma de conter a propagação do novo coronavírus, afeta o comércio e serviços das empresas.

G1 entrou em contato com o Governo do Amazonas para saber o documento já foi recebido, mas ainda aguarda resposta.

No documento encaminhado pela FCDL, as organizações sugerem que as atividades em lojas de ruas retornem às atividades no dia 30 de março de 2020. Já o pedido de retorno do funcionamento de shoppings centers é para o dia 7 de abril, segundo o documento.

“É sabido que a crise que estamos enfrentando do coronavírus vai muito além da saúde da nossa população. As medidas tomadas pelos Decretos proferidos por Vossa Excelência irão trazer malefícios a toda a estrutura fornecedora de alimentos, comércio em geral e serviços em nossa cidade”, diz o documento feito pela FCDL.

O documento foi feito durante uma reunião entre representantes da CDL Manaus, Fecomércio, Fieam, Cieam, Aca, Codese, Associação dos Notários e Registradores do estado do Amazonas (Anoreg), ADEMI, Associação de Empresários do Vieiralves (AEV), Abrasel, Creci e Rede das Imobiliárias de Manaus (Rimam), nesta quinta-feira (26).

“O Decreto nº 42.099/20, primeiramente previu o fechamento exclusivo de bares, lanchonetes, restaurantes e afins pelo prazo de 15 dias, a contar do dia 21/03/20. Somente este primeiro decreto, gerou uma diminuição de aproximadamente 40% da renda dessas empresas, o que gerou um reflexo no pagamento dos fornecedores e empregados”, também alegou a Federação no documento.

Segundo o presidente da CDL Manaus, Ralph Assayag, apesar do pedido de retorno, há a preocupação com a saúde dos trabalhadores.

“Tem que haver um equilíbrio. Em princípio, até o dia 7, quando dá os 15 dias do decreto, se houver redução dos casos, abre-se educadamente. Se acontecer algo diferente, ninguém sabe, não tem como dar uma data exata. Apenas solicitações que ele – Governador – têm sido muito cuidadoso em atender, mas dentro da medida da saúde”, disse.

//g1.globo.com/

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