CONDOMÍNIO RIVER PARK: CONFLITO ENTRE SÍNDICO INTERVENTOR E MORADOR GANHA NOVOS DESDOBRAMENTOS EM MANAUS
Um intenso conflito envolvendo a administração do Condomínio River Park Residencial Clube, em Manaus, tem gerado repercussão entre moradores e nas redes sociais. De um lado está o síndico interventor e advogado Wallison Daniel Dias Oliveira, nomeado judicialmente pela 4ª Vara Cível de Manaus para administrar o condomínio. Do outro, o morador e vereador César Izoroarte da Silva Amaral, que acusa a atual gestão de perseguição e abuso de autoridade.
As versões apresentadas pelas partes divergem em diversos pontos e incluem acusações de perseguição, intimidação, exposição indevida de imagens internas, assédio moral, multas consideradas abusivas e disputas judiciais.
A versão do síndico interventor
Segundo o interventor judicial Wallison Daniel, ele não é morador do condomínio e assumiu a administração em setembro de 2022 após decisão judicial motivada por problemas de gestão, dívidas superiores a R$ 1 milhão e conflitos internos entre moradores.
O interventor afirma que após afastar o ex-síndico que era morador, iniciou uma reorganização administrativa e passou a aplicar o regimento interno do condomínio, o que teria provocado resistência de alguns moradores acostumados com a desordem. Entre eles estaria César Amaral, apontado por Wallison como um morador recorrente em descumprimentos das normas internas.
De acordo com o interventor, o principal atrito ocorreu após uma festa promovida por César Amaral no espaço gourmet do condomínio, em outubro de 2025. Wallison afirma que o regulamento limitava o número de convidados aos finais de semana e que a regra teria sido desrespeitada, resultando em multa classificada como gravíssima.
Ainda conforme o interventor, após a penalidade o vereador teria iniciado uma série de questionamentos à administração, denúncias em órgãos fiscalizadores e ações judiciais contra ele (Wallison) e contra o condomínio. Wallison sustenta que as medidas teriam como objetivo pressionar pela anulação das multas aplicadas.
O interventor também relata episódios de suposto assédio moral contra funcionários do condomínio, além de acusações de intimidação e tentativa de armação para incriminá-lo criminalmente. Segundo ele, Cesar acionou a Policia Militar para relatar uma falsa ocorrência envolvendo a sua esposa para tentar associá-lo a um caso de violência psicológica contra a mulher, versão que o interventor nega.
O interventor Wallison afirma que todas as medidas adotadas pela administração possuem respaldo no regimento interno e na intervenção judicial que que vem fazendo a mando da própria justiça.
A versão do vereador César Amaral
Já César Amaral sustenta que ele e sua família vêm sendo perseguidos pela atual gestão do condomínio desde que passou a fiscalizar a administração e questionar atos do síndico interventor.
Em nota pública divulgada nas redes sociais, o vereador afirma que as informações divulgadas contra ele são distorcidas e que existe uma tentativa de atacar sua imagem.
César também questiona a exposição de imagens internas do condomínio, alegando violação da privacidade dos moradores e possível exposição indevida de sua família, incluindo imagens de menor de idade.
O vereador afirma que as multas e advertências aplicadas pela administração seriam excessivas e usadas como forma de retaliação por sua atuação fiscalizatória. Ele também declara que possui decisões judiciais favoráveis em processos envolvendo o síndico e reforça que considera legítimo o direito de moradores acompanharem e questionarem a gestão financeira do condomínio.
Segundo César Amaral, o comportamento do síndico seria desequilibrado e incompatível com a função que exerce. Ele nega as acusações apresentadas contra sua família e afirma que continuará buscando esclarecimentos por vias legais.
Disputa segue na Justiça
O caso já envolve ações judiciais, registros de boletins de ocorrência e denúncias administrativas. As partes seguem trocando acusações públicas enquanto moradores acompanham os desdobramentos do conflito dentro do condomínio.
Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre as acusações mútuas apresentadas entre as partes. O caso segue em discussão nas esferas cível e administrativa.
A reportagem apresenta as versões declaradas pelos envolvidos, cabendo às autoridades competentes a apuração dos fatos e aos leitores a formação de suas próprias conclusões.
Ambos apresentaram provas relacionadas às suas narrativas.
Por: Portal do Urubui




