Amazonas registra 1.275 casos confirmados do novo coronavírus; número de mortes chega a 71

O Amazonas registrou 69 novos casos confirmados do novo coronavírus, conforme boletim divulgado, nesta segunda-feira (13), pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). O número total de casos confirmados no Estado chegou a 1.275, com 71 mortes em decorrência da Covid-19.

De acordo com a FVS-AM, a capital amazonense tem 1.106 casos confirmados e o interior registra 169, em 16 municípios. Do número total, 863 casos estão em isolamento domiciliar ou social e 147 estão fora do período de transmissão da doença.

A FVS-AM informou, ainda, que cerca de 700 pacientes estão aguardando resultado do exame, realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM).

Casos de coronavírus no Amazonas
Primeiro caso foi registrado no dia 13 de março, e primeira morte no dia 24
Casos confirmadosMortes13/mar16/mar20/mar24/mar28/mar31/mar4/abr06/abr07/abr08/abr09/abr10/abr11/abr12/abr13/abr0250500750100012501500
Fonte: FVS-AM

O número de mortes causadas pelo novo coronavírus no Amazonas chegou a 71, com letalidade de 5,57%. Ainda conforme o boletim, dos 101 casos notificados, 17 já foram descartados e outros 13 estão em investigação.

Pacientes internados

Conforme a FVS-AM, há 560 pacientes internados com suspeita e confirmação para a Covid-19. São 430 pacientes internados em leitos clínicos e 130 em leitos de UTI.

O número de pacientes internados com o novo coronavírus é de 194, com 117 em leitos clínicos e 77 em UTI. O boletim também aponta que outros 366 pacientes estão internados com a suspeita da doença, sendo 313 em leitos clínicos e 53 em UTI.

Profissionais de saúde infectados

A diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Pinto, informou que o Estado tem a notificação de 57 profissionais de saúde infectados com a doença, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e bioquímicos.

Atualmente, há 10 profissionais de saúde internados, 8 em leitos clínicos e dois em UTI. Outros 31 profissionais de saúde já estão fora do período de transmissão da doença e devem retornar as atividades no sistema de saúde do Estado. Seis mortes de profissionais foram notificadas, três confirmadas por Covid-19 e outras três em investigação.

“Entre os confirmados, nós temos um médico, um enfermeiro e uma técnica em enfermagem, e três médicos em investigação. Resta informar que esses são os dados que nos foram notificados. Mas, o nosso Centro Estadual de Referência de Saúde do Trabalhador está indo a todas as unidades de saúde no sentido de identificar quantos outros profissionais ainda não foram notificados, mas foram afastados pela suspeita da Covid-19”, explicou.

Indígenas confirmados com coronavírus

Segundo diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Pinto, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) informou a confirmação de sete casos de indígenas contaminados pelo novo coronavírus. Entre eles, dois óbitos já foram confirmados.

 

Indígenas que tiveram as mortes confirmadas pelo novo coronavírus contraíram a doença em Manaus. — Foto: Foto: DivulgaçãoIndígenas que tiveram as mortes confirmadas pelo novo coronavírus contraíram a doença em Manaus. — Foto: Foto: Divulgação

Indígenas que tiveram as mortes confirmadas pelo novo coronavírus contraíram a doença em Manaus. — Foto: Foto: Divulgação

Rosemary explicou, ainda, que os indígenas que tiveram as mortes confirmadas pelo novo coronavírus contraíram a doença em unidades de saúde em Manaus, ao serem removidos de aldeias para tratamentos de doenças cardiológicas.

 

“Eles já eram pacientes de risco, porque vieram para cá com problemas cardíacos. Já tinham um sistema imunológico muito vulnerável, a qualquer tipo de vírus respiratório. Entraram em contato com o coronavírus e, infelizmente, agravaram e foram a óbito”, disse Rosemary.

Ainda conforme a diretora-presidente da FVS-AM, a suspeita é de que pessoas que passam pelas unidades de saúde podem ter feito o vírus circular nos locais e contaminado as vítimas. “Lembrando que, o vírus está circulando em todo lugar. As pessoas que entram em contato com pacientes, podem ter levado o vírus para os locais de internação em que eles estavam”, finalizou.

//g1.globo.com/

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